UNESCO no Brasil e Fundação Renova assinam acordo de cooperação




No início de julho, a Fundação Renova e a Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) assinaram projeto de cooperação técnica internacional “Construção da paz e do diálogo para o desenvolvimento sustentável das regiões atingidas pela barragem de Fundão: fortalecendo a capacidade institucional e de implementação de ações da Fundação Renova”.


Com previsão de duração de três anos, o acordo tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável — social, ambiental e econômico — de comunidades atingidas pelo rompimento da barragem do Fundão. Para isso, estão previstas as seguintes ações:


apoiar o desenvolvimento e o fortalecimento institucional da Fundação Renova; fomentar o desenvolvimento sustentável da região atingida com base no respeito aos direitos humanos; monitorar a água do rio Doce de forma participativa e com padrões internacionais; promover a gestão integrada dos recursos hídricos e dos ecossistemas terrestres, aquáticos e costeiros.

Soluções para esse contexto complexo exigem amplo arranjo institucional envolvendo o poder público, a sociedade civil, o setor privado e as comunidades atingidas. Nesse sentido, a cooperação com a UNESCO no Brasil busca ampliar a capacidade institucional e de gestão da Fundação na realização de ações e programas já em curso com foco na construção da cultura de paz e do diálogo, por meio da educação, das ciências e da cultura.


Para Roberto Waack, diretor-presidente da Fundação Renova, a parceria representa o fortalecimento de uma rede voltada para a reparação e desenvolvimento futuro da Bacia do Rio Doce que conta, até o momento, com 25 universidades, 40 ONGs, entre outras instituições parceiras. “A Fundação Renova tem o papel de mobilizar diversas organizações e a comunidade para esse desafio, trabalhando em conjunto para que as soluções e resultados sejam muito mais potentes. Nesse sentido, a UNESCO representa um manancial de conhecimento imenso, que vai além do componente científico e material, mas que também traz para a agenda da reparação uma abordagem do lado humano, da cultura, da história e das memórias”, afirma Waack.

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