Pesquisas comprovam avanços nas áreas impactadas



A parceria de cooperação técnica entre a Fundação Renova e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) teve início em 2018, e foi a primeira assinada com o objetivo de reparar as áreas impactadas. Desde então, pesquisas e estudos realizados pela UFV têm comprovado que o rejeito da barragem de Fundão, em Mariana (MG) não é tóxico e nem há limitação para plantio e produção agrícola.


É o que mostra a pesquisa coordenada pelo pós-doutor Carlos Schaefer, especialista em solos da UFV. O trabalho demonstrou que não há limitações para o cultivo de plantas direto no rejeito. Em campo desde 2015, o especialista coletou amostras de solo em 60 pontos, distribuídos entre a barragem de Fundão, em Mariana, e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, no município de Rio Doce (MG), que possibilitam análises periódicas sobre a toxicidade do solo e a natureza do rejeito depositado. Veja aqui.


Outra pesquisa conduzida pelo professor Sebastião Venâncio indicou que que o conjunto de ações de restauração florestal ativa e passiva tem possibilitado uma rápida cobertura do rejeito; a melhoria na sua fertilidade e o aumento da diversidade nas áreas atingidas. Diferentes experimentos demonstraram uma alta capacidade de regeneração natural, diversidade de plantas cultivadas e um bom desenvolvimento de mudas. A pesquisa também constatou que o rejeito não representa um impedimento para a recuperação ambiental, por não conter substâncias tóxicas. Veja aqui.


Já o estudo coordenado pela doutora Maria Catarina Kasuya, especialista em microbiologia do solo e professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV), comprovou que a revegetação emergencial feita logo após o rompimento acelerou o aumento da diversidade de microrganismos no solo, melhorando sua qualidade para o processo de restauração florestal. A pesquisa embasa a produção de mudas inoculadas com microrganismos benéficos em viveiros na bacia do rio Doce para contribuir com o reflorestamento da bacia. Em Mariana e Barra Longa, viveiristas locais de trechos atingidos já aplicam a técnica em suas unidades de produção, com subsídio da Fundação Renova. Veja aqui.