Novo diretor-presidente da Fundação Renova



A Fundação Renova e os trabalhos de reparação iniciam 2020 sob uma nova gestão: André de Freitas, que entre 2018 e 2019 foi diretor Socioeconômico e Ambiental da organização, assume o comando no lugar de Roberto Waack, que ocupou o cargo de diretor-presidente por três anos e meio. André de Freitas dará continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido de reparação e compensação aos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Leia a carta do diretor-presidente:



Um novo ciclo


A Fundação Renova está iniciando um novo ciclo em 2020. É o primeiro passo de uma nova fase, na qual pretendemos não apenas consolidar o que aprendemos até agora, mas, sobretudo, descobrir caminhos cada vez mais eficientes e capazes de gerar os resultados compatíveis com a expectativa da sociedade civil em relação à nossa atuação.


Fechamos, em 2019, uma etapa iniciada em 2016, ano de criação da Fundação. Estes três anos e meio foram marcados por um intenso trabalho de estruturação de equipes e programas, de busca por profissionais qualificados, de parcerias que agregassem conhecimento. Também foi um período de entregas importantes, tais como os mais de R$ 2 bilhões em pagamentos de indenizações e início das obras dos novos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em Mariana (MG). No rio Doce, um amplo sistema de monitoramento, distribuído em 92 pontos ao longo da bacia, gera, anualmente, cerca de 3 milhões de dados sobre a qualidade da água. Agora é hora de avançar.


As grandes entregas serão nosso foco em 2020. Temas como indenizações e reassentamento, por exemplo, continuam exigindo da nossa parte respostas robustas, concretas e definitivas. Para isso, é imprescindível aperfeiçoar processos de gestão, ampliar diálogos internos e externos e integrar os programas desenvolvidos pela Fundação.


Todas essas etapas apresentam desafios específicos. O processo de indenização, por exemplo, está ingressando em momento decisivo, no qual teremos de avançar com segurança em direção a uma solução justa em relação aos casos controversos. Da mesma forma, as grandes obras de reassentamento, prioritárias nessa nova fase, exigirão – e terão – força total de toda a equipe da Fundação. Em relação aos processos internos, é preciso voltar os olhos para o mundo corporativo em busca de modelos eficientes de gestão e adaptá-los à complexidade dos cenários onde atuamos.


São desafios que requerem um diálogo constante, sincero e construtivo com todos aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos na recuperação da bacia do rio Doce, como colaboradores, governos, comunidades, empresas, universidades, entidades fiscalizadoras, instituições e ONGs – nossos parceiros nessa imensa missão.


O trabalho será longo e intenso. É imprescindível que caminhemos olhando para a mesma direção, sem dispersar forças. O caminho que trilhamos até agora, com os seus resultados e aprendizados, nos dá a certeza de que somos capazes de encarar o desafio da reparação do rio Doce.


Obrigado.

André de Freitas

Diretor-Presidente

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