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Inventário florestal da bacia do rio Doce



A Fundação Renova iniciou, em julho de 2019, estudos e mapeamentos em campo com o uso de alta tecnologia para avaliar a biodiversidade da flora, das condições do solo e da paisagem nas áreas de nascentes, margens de rios e de recarga hídrica que servirão de referência para as ações de restauração florestal. Considerado o maior inventário florestal em andamento no país, o trabalho abrange 87 mil km², cerca de 220 hectares de área amostral, e inclui, aproximadamente, 230 municípios.


Os indicadores ecológicos avaliados pelo inventário são a diversidade e a densidade de espécies nativas, a cobertura vegetal e a cobertura de espécies invasoras (mato, gramíneas). Já a área de atuação, por se tratar de um território muito extenso, foi dividida em nove sub-bacias: Suaçuí, Piranga, Santo Antônio, Pontões e Lagoas, Manhuaçu, Caratinga, Piracicaba, Santa Maria do Doce e Guandu. No total serão 7.060 unidades amostrais (UAs) distribuídas nestas sub-bacias.



Em campo, as equipes da Fundação Renova atuam em conjunto e dialogam com produtores rurais e proprietários de terras, que precisam autorizar a entrada e execução dos serviços em suas propriedades. As atividades realizadas são: marcação das árvores avaliadas com plaquetas; coleta de amostras de solo e ramos da vegetação; avaliação da compactação do solo; coleta de informações sobre a biodiversidade e a paisagem local; e a demarcação das áreas de estudo com vergalhão.


“O estudo acontece nas áreas de nascentes, áreas de preservação permanente de margens de rios e córregos e zonas de recarga de água, portanto, na zona rural. Assim, a colaboração do produtor rural, permitindo que as equipes façam os levantamentos em suas áreas, é fundamental para o projeto”, explica o especialista do programa Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova, Fábio Nabeta.


Por meio de um QR Code fixado na planta, serão armazenadas informações como o nome científico e popular, altura, diâmetro do tronco e tamanho da copa, permitindo que qualquer pessoa possa consultar, através do celular, os dados e características das árvores.



Com previsão para ser concluído até o final de 2020, o levantamento de dados resultará em um banco de dados não só das áreas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, mas de toda a bacia do rio Doce. “O inventário florestal também será essencial para que outras ações da Fundação Renova tenham uma base de dados com a qual possa ser comparada a efetividade de processos como a restauração florestal que ocorrerá em 40 mil hectares da bacia do rio Doce. Será possível identificar as áreas onde deve haver maior empenho de recuperação, locais onde a própria natureza já vem se recompondo ou apresentando até mesmo condições melhores do que as registradas antes do desastre”, aponta Nabeta.


Os resultados do inventário florestal serão disponibilizados aos órgãos ambientais de Minas Gerais e do Espírito Santo e servirão como base para o desenvolvimento de planos estratégicos e formulações de políticas públicas para a recuperação ambiental e gestão hídrica da bacia do rio Doce.


Ouça a explicação do especialista do Programa Uso Sustentável da Terra, Fábio Nabeta, sobre como é realizado o levantamento de dados para o inventário florestal: