Água: do monitoramento ao abastecimento



A segurança hídrica nos municípios impactados é uma das principais preocupações da Fundação Renova. Por essa razão, foram executadas melhorias em Estações de Tratamento de Água (ETAs) ao longo do trecho impactado e profissionais foram treinados para trabalhar com os novos equipamentos. Como toda água bruta captada, a do rio Doce pode ser bebida com segurança desde que seja tratada. Isso significa que é própria ao consumo humano após passar pelo tratamento convencional nas ETAs, antes de chegar às torneiras do consumidor. Até o momento, foram realizadas melhorias em 13 Estações de Tratamento de Água (ETAs).


Outra frente de trabalho opera para reduzir o risco de desabastecimento em 24 municípios que captavam água do rio Doce. A captação alternativa de água reduz o risco de desabastecimento na medida em que busca outras fontes do recurso hídrico, complementando a oferta do rio Doce. Foram implantados sistemas de captação alternativa em dez localidades ao longo do trecho impactado. Para 2019, R$ 129,2 milhões serão destinados à conclusão dos serviços de perfuração e recuperação dos poços tubulares que serão utilizados com captação alternativa, continuidade da execução de obras nos sistemas de abastecimento de água e realização dos estudos hidrogeológicos ao longo da bacia do rio Doce e zona costeira.


Uma das principais obras em andamento, iniciada em julho de 2018, é a da adutora no rio Corrente Grande, que realizará a captação alternativa para o município de Governador Valadares (MG), na divisa do município com Periquito.

Com extensão de 35 km, a adutora levará a água do rio até as ETAs Central, Vila Isa e Santa Rita. A obra, prevista para ser entregue em 2021, terá um investimento aproximado de R$ 155 milhões e geração de 770 empregos (diretos e indiretos). A primeira remessa de tubos que serão utilizados na obra foi entregue em novembro de 2018. A manutenção e operação da adutora ficará a cargo da prefeitura de Governador Valadares, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).


O monitoramento de água para consumo humano também faz parte das ações de reparação: são 358 pontos em 30 municípios. A análise da água é realizada antes de passar pelas Estações de Tratamento de Água e após o tratamento, na etapa que antecede a distribuição, processo que é de responsabilidade das concessionárias locais. Estão contemplados nesse monitoramento pontos em localidades que utilizam soluções alternativas de abastecimento (poços, nascentes, cisternas etc.). Os resultados são compartilhados com as secretarias de Saúde municipais e estaduais de Minas Gerais e do Espírito Santo.



Ações compensatórias: visão integrada de recuperação


Uma ação fundamental para a revitalização do rio Doce é decorrente da medida compensatória que prevê a destinação por parte da Fundação Renova de R$ 500 milhões aos municípios impactados pelo rejeito para projetos de melhoria na coleta e tratamento de esgoto e disposição adequada de resíduos sólidos. Em 2019, serão quase R$ 82 milhões do orçamento total do programa.


Esse é um ponto que, de forma transversal, vai ajudar na recuperação do rio. A preservação dos afluentes e os investimentos em tratamento de esgoto podem levar o rio Doce a um patamar de despoluição que não se vê há muitos anos. A diminuição do descarte ilegal de esgoto contribui para uma melhor oxigenação da água e menos contaminação, para trazer de volta a saúde do rio e, como consequência, de todo o ecossistema à sua volta.


Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBHDoce), 80% de todo o esgoto gerado pelos municípios atingidos pelo rompimento de Fundão não passam por tratamento e são despejados diretamente no rio.

Também fazem parte das ações integradas para revitalização da bacia hidrográfica do rio Doce, a recuperação de 5 mil nascentes, além de 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de recarga. Uma das principais metas é promover a melhoria nas condições de infiltração de água no solo nas áreas de drenagem e nascentes.

Este ano, o Programa de Recuperação de Nascentes entrou no seu terceiro ano. Já são 1.050 nascentes em processo de restauração em Minas Gerais e no Espírito Santo.

Nesta etapa, continuam a mobilização, o engajamento e a formação de produtores rurais para que eles atuem na recuperação de outras 500 nascentes. Em 2019, serão destinados R$ 20,9 milhões à recuperação desses mananciais.


Assista ao vídeo e conheça as diversas frentes de atuação em relação à Água:



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