Estudo comprova que revegetação realizada pela Fundação Renova acelera recuperação do meio ambiente



Um estudo liderado pela professora Maria Catarina Kasuya, especialista em microbiologia do solo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), comprovou que a revegetação emergencial realizada pela Fundação Renova em 800 hectares de áreas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, com o uso de espécies nativas, acelerou o aumento da diversidade de microrganismos no solo. Os microrganismos, devidamente isolados e em forma de substrato, permitem a produção de mudas de maneira mais rápida – o que vai embasar a atuação da fundação no processo de reflorestamento da bacia do rio Doce.


"A pesquisa mostrou que a recuperação é possível e podemos acelerá-la. Sempre acreditei nisso. Não sei se vamos conseguir voltar para as condições iniciais, uma vez que a maioria da mata que foi afetada diretamente pela lama já não estava na melhor de suas condições", explica Maria Catarina. "Na realidade, em tudo há microrganismos, mas a gente não enxerga. Com diferentes técnicas, é possível detectar a presença desses microrganismos, fazendo-os crescer em laboratório, ou mesmo em técnicas de DNA", acrescenta a professora da UFV.


A parceria entre a pesquisadora e a Fundação Renova foi fundamental para o processo. "Após o primeiro ano de monitoramento, conseguimos identificar microrganismos nesse solo e vimos que existia vida e aumento de nutrientes. Estávamos no caminho certo. Foi o primeiro passo para desenvolvimento de tecnologia para ganho de escala na produção de espécies nativas adequadas às especificidades de cada ambiente", diz o especialista de programas socioambientais da Renova, Leonardo Silva.


O passo seguinte será difundir a técnica ao longo da bacia do Rio Doce. "Estamos na etapa de distribuir esse substrato inoculado para os ribeirinhos. Temos de fazer um treinamento com eles e, ao mesmo tempo, acompanhar o desenvolvimento das mudas no viveiro e no campo", explica Maria Catarina.


Como o crescimento vegetal é mais rápido, o uso do substrato também gera economia para os viveiristas. “Os resultados iniciais mostraram que essa metodologia pode reduzir significativamente o tempo necessário para a produção da muda no viveiro. Um outro ganho é em redução de custos já que, até então, os viveiristas compravam substrato em outro estado”, afirma Leonardo Silva.

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