Bordados fizeram sucesso na passarela e hoje estão em museu



Com uma vida dedicada à costura, a bordadeira Maria Magaly Lanna revela que parou de bordar somente uma vez, justamente quando houve o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). “Fiquei mais de um ano sem bordar, não conseguia abrir minha máquina”, lembra. O cenário mudou com o apoio da Fundação Renova, que teve como ponto alto o encontro das bordadeiras com o estilista Ronaldo Fraga. Desta interação surgiram vários frutos, culminando com a parceria que levou o bordado de Barra Longa para a passarela da São Paulo Fashion Week (SPFW) em 2018, no desfile da coleção “As Mudas”.


“O Ronaldo não quis falar de lama. Então, viramos mudas, como se estivéssemos renascendo. Aprendemos muito com ele, que é super criativo e aguçou nossa criatividade também. O Ronaldo Fraga trouxe a inovação e entregamos a ele toda a delicadeza e a beleza do nosso bordado”, destaca irmã de Magaly, Maria Aparecida Lanna.


As bordadeiras deram vida a damas da noite, copos de leite, espadas de São Jorge e bicos de papagaio, entre outros desenhos, em 30 peças da coleção. Destas peças, três vestidos fazem parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).


O trabalho do Grupo de Bordadeiras de Barra Longa (MG), “Meninas da Barra”, está no Instagram e no Facebook.




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