Água do rio Doce pode ser consumida sem riscos após tratada



Reparar os danos ambientais causados no rio Doce pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015, é uma das maiores e mais complexas tarefas da Fundação Renova. Para executá-la, o uso de tecnologias pioneiras, processos inovadores e conhecimento científico têm sido fundamentais.


A água do rio Doce pode ser consumida após tratada, sem risco para a saúde da população. O processo necessário para que ela seja potável é padrão. Ou seja, o mesmo que a água de qualquer rio, do Brasil ou do mundo, precisa passar para ser usada com segurança.


Atualmente, o rio Doce é enquadrado como classe 2 pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que é a mesma classificação de antes do rompimento da barragem de Fundão. Isso significa que sua água pode ser utilizada para dessedentação animal, irrigação, recreação e, após tratamento, para consumo humano.


As águas de todo rio brasileiro são chamadas de “água bruta” e não devem ser consumidas antes de passar pelas Estações de Tratamento de Água (ETAs), de responsabilidade de estados e municípios. Ao fim do processo realizado nesses locais, a chamada “água tratada” é considerada potável, segundo critérios do Ministério da Saúde.

“O rio está respondendo aos estímulos e ao trabalho desenvolvido pela Fundação Renova para melhorar a qualidade da água” Rachel Starling, diretora de Programas Socioeconômicos e Ambientais da Fundação Renova

A bacia do rio Doce é a mais monitorada do país. São 92 pontos de monitoramento e 22 estações automáticas instaladas em mais de 650 quilômetros de rios e lagoas em dois estados e 230 quilômetros ao longo das zonas costeira e estuarina do Espírito Santo. Estações de monitoramento automático fornecem informação em tempo real.


Anualmente, mais de três milhões de dados são gerados e compartilhados com órgãos públicos que regulam e fiscalizam as águas do Brasil, como como Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e Agência Estadual de Recursos Hídricos do Espírito Santo (Agerh). São esses dados que permitem avaliar a qualidade da água.


A análise de amostras de água e sedimento de diferentes pontos da bacia do rio Doce aponta que a turbidez e a presença de metais na água registram médias semelhantes às do início de 2015 e que as condições da bacia são similares às de antes do rompimento da barragem de Fundão. A comparação é possível porque, anteriormente, a qualidade das águas era analisada pelo Igam, que iniciou o monitoramento em 1997.



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