© Copyright 2019 Fundação Renova. Todos os direitos reservados | Política de Privacidade

5 Perguntas sobre Monitoramento e Abastecimento de Água



1. O rio Doce está mais poluído depois do rompimento?

Após o rompimento de Fundão, o monitoramento da água do Doce registrou picos de metais predominantes no rejeito da barragem (ferro, manganês e alumínio), mas também de outros metais e elementos. Isso aconteceu porque o fundo e as margens dos rios por onde a lama passou foram revolvidos por ela, gerando turbidez elevada e trazendo à tona grande quantidade de contaminantes, originários de atividades exercidas na região ao longo do tempo — garimpos, indústrias, uso de agrotóxicos em plantações, lançamentos de esgoto sem tratamento etc.


O principal indício de que todos esses contaminantes/elementos já estavam no rio Doce são os registros de mais de vinte anos de análises produzidas pelo programa Águas de Minas, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), desde 1997. Segundo o órgão, a partir do primeiro semestre de 2016, os níveis de metais nos cursos d’água têm se mantido em valores semelhantes aos encontrados antes do rompimento de Fundão, em comparação com os monitoramentos feitos.


2. O que está sendo feito para monitorar o rio Doce e o mar?

Desde novembro de 2015, as águas dos rios afetados pelo rompimento da barragem de Fundão são monitoradas, primeiro em caráter emergencial e, desde agosto de 2017, pelo Programa de Monitoramento Quali-Quantitativo Sistemático de Água e Sedimento (PMQQS). São 92 pontos de monitoramento dos quais, em 22, estão instaladas estações automáticas. Essa rede foi montada em pontos estratégicos e acompanha a evolução da qualidade da água, identifica as tendências e apoia a elaboração de diagnósticos.


As coletas manuais são realizadas mensalmente. Já os resultados medidos nas estações automáticas são transmitidos online, de hora em hora, para o poder público. O programa forma uma rede de informação e alerta, que subsidia o planejamento preventivo dos principais sistemas de abastecimento público de água. Também direciona as ações de recuperação e acompanhamento da qualidade da água do rio Doce, aumentando a segurança da informação.



3. Os dados apurados estão disponíveis para a população?

Dados coletados entre agosto de 2017 e janeiro de 2018 fizeram parte do primeiro relatório parcial do PMQQS, que fez uma avaliação simplificada das águas superficiais dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce. Esse relatório está disponível nos sites do Ibama e da Fundação Renova.


4. A água dos rios atingidos pode ser bebida? Dá para confiar no tratamento?

Assim como acontecia antes do rompimento da barragem de Fundão, a água dos rios atingidos pode ser bebida com segurança, desde que seja tratada. Isso significa que ela precisa passar pelos processos de tratamento por meio de uma Estação de Tratamento de Água (ETA). As concessionárias responsáveis pelo abastecimento de água municipal cumprem a Portaria de Consolidação nº5, de 28 de setembro de 2017, do Ministério da Saúde, que define os padrões para que a água seja considerada potável. Descumprir essas normas pode penalizar as empresas. Elas devem também divulgar as análises da água.


5. Em que lugares a água do rio Doce já está boa para consumo humano?

A água do Rio Doce está boa para consumo humano em todos os lugares onde ela está sendo tratada pelo sistema público de abastecimento. Clique e confira mais informações.